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Uruguai – Uma roadtrip pelo litoral

Um guia e uma estrada, uma boa escolha para o carnaval
Um guia e uma estrada, uma boa escolha para o carnaval

Olá pessoal, desta vez vamos falar sobre nossa Road Trip pelo Uruguai feita no Carnaval/2015. Esse post será mais um auxilio para quem gosta de viajar de carro, ter toda a mobilidade e conforto do “possante”. Bom, já adianto que é muito tranquilo e seguro dirigir pelas Rutas do Uruguai e maiores informações sobre os lugares por onde passamos podem ser encontradas nos posts referentes a estes lugares.

Rota que fizemos de Florianópolis até o Colonial del Sacramento
Rota que fizemos de Florianópolis até o Colonial del Sacramento

Road Trip Uruguay”, a ideia surgiu há algum tempo. Pesquisamos sobre viajar pelo Uruguai e descobrimos que é muito mais tranquilo que outros países, inclusive não sendo relatado casos de policiais pedido propina, e outro bom motivo é a qualidade das estradas uruguaias relatados em outros post e livros. Só por esses fatos já estava decidido que passaríamos nosso carnaval viajando, juntando a esses fatos descobrimos que existe uma rota que é praticamente litorânea até Montevidéu, o que me animou bastante. Depois da certeza que era viável fazermos essa viagem começou a pesquisa pelos pontos que gostaríamos de conhecer e onde iríamos passar a noite durante todos os dias. Minha preocupação inicial foi com relação a quantidade de quilômetros rodados por dia, para não cansar muito e também para poder aproveitar, afinal a viagem era para “fugir” do stress. Conseguimos fazer uma média boa, na verdade bem baixa e no final da viagem estávamos completamente descansados, só o último dia já na volta para Florianópolis, que foi cansativo mas como era a volta tava valendo.

Documentos necessário para ingresso no Uruguai com veículo próprio:
– Passaporte ou documento pessoal válido de todos os integrantes do veículo:
– Seguro obrigatório do veículo para transitar nos países do MERCOSUL. Esse documento é chamado de Carta Verde e pode ser emitido por qualquer asseguradora no Brasil.
– Documento do veículo que esteja no nome do motorista, caso esteja no nome de terceiros ou pessoa jurídica é preciso uma autorização com firma reconhecida em cartório e essa autorização deve ser legalizada no consulado.

Roteiro:
Vou colocar aqui um resumão de onde passamos, todas as estradas possuem pedágio. Como foram tantos e os valores podem ficar desatualizado vou passar o link aqui de onde pode ser calculado quanto será gasto com pedágios.
Uma observação é que no RS a BR 116 está em obras e por ser pista simples muito movimentada é onde pode haver um pouco de lentidão, não conte com esse trecho para andar bem.

Chegamos ao Uruguai
Chegamos ao Uruguai

1º Dia de Viagem
Florianópolis -> Pelotas – RS -> 727 km
Saímos do trabalho já com as malas prontas e o carro preparado. Infelizmente às 17 hrs é um horário terrível pra sair de Florianópolis principalmente rumo ao sul, mas conseguimos pegar alguns atalhos e depois de umas 2 hrs já estávamos na BR 101 rumo ao Rio Grande do Sul! Nosso planejamento era dirigir até meia noite e caso estivesse bem esticar até Pelotas, mas isso foi só o planejado. Depois de conseguirmos pegar a BR 101 começou a chover, mas chover tanto que o asfalto era uma grande poça d’água, andamos pelo menos uns 100 km debaixo de chuva e com muito movimento. Depois de Osório – RS pegamos a BR 290 a Freeway, que diferença, são 4 pistas de cada lado mais uma faixa de acostamento. A BR 290 segue até Porto Alegre – RS e como sempre, eu errei o caminho e tivemos que dar uma grande volta até voltar ao rumo certo. Depois de Porto Alegre decidimos parar para descansar em Camaquã – RS pois já havia passado da meia noite e Pelotas estava bem longe, cerca de 120 km.
Encontramos um hotel bem bacana, é encontramos depois de perguntar no posto, e passamos o resto da  noite.

2º Dia de Viagem
Pelotas – RS -> Cabo Polônio 360 km
Camaquã – RS -> Cabo Polônio 500 km

Fila para passar pela imigração
Fila para passar pela imigração

Acordamos com a meta de chegar a Cabo Polônio. Nossa maior preocupação neste trecho foi de chegar o quanto antes  em Cabo Polônio para podermos andar pelo vilarejo e visitar o farol enquanto ainda tinha luz do sol, pois no vilarejo não possui energia elétrica e a comunidade vive completamente desligada do mundo.
Seguimos até Chuí – RS tranquilamente, não havia muito transito até porque depois de Pelotas existem 2 opções de caminhos para chegar ao Uruguai. Seguindo pela BR 116 em direção a cidade Jaguarão – RS que faz divisa com Río Branco – Uruguai, esse caminho é mais utilizado para quem vai seguir diretamente para Montevidéu ou cidades próximas. Seguindo pela BR 392 em direção a Rio Grande e BR 471 até Chuí, este caminho é mais longo, a fronteira está mais distante 100 km de Pelotas mas é a estrada que segue pelo litoral uruguaio, bastante utilizado para quem vai atrás de praias, ondas e bastante movimento.

A estrada que leva a Chuí é praticamente uma reta. No Rio Grande do Sul a maioria das rodovias que pegamos eram retas e muito bem conservada. A estrada que leva a Chuí passa pela Estação Ecológica do Taim e infelizmente a quantidade de animais mortos na beira da estrada é grande.
Chegamos em Chuí na hora do almoço, enchemos o tanque ainda no Brasil pois no Uruguai a gasolina é bem salgadinha, por volta dos R$ 5,00/l. Em Chuí mesmo procuramos uma casa de câmbio e trocamos nosso dinheiro, foi a melhor cotação que tivemos e a pior cotação foi com certeza em Colônia del Sacramento. Tudo pronto, abastecido e com dinheiro trocado é hora de pegar estrada!! Só que não, antes tivemos que passar na imigração para carimbar nosso passaporte e como estávamos entrando com nosso carro tinha que passar pela “vistoria” e apresentação da Carta Verde. Ao contrário do que havia lido em outro post o Uruguai não fica vazio no carnaval, havia uma fila gigantesca para passar pela imigração

As praias uruguaias são bastante procuradas pelos gaúchos do Rio Grande do Sul tanto para surfar (Punta del Diablo) ou para passear (Punta del Este e Piriápolis). Apesar do tamanho da fila foi bem rápido e depois de uns 40min estávamos na estrada novamente. Tive até a oportunidade de passar pela primeira vez em uma pista de avião com meu carro, me senti muito piloto.
Para chegar em Cabo Polônio é preciso pegar a Ruta 9 até Castillos e depois a Ruta 10 que foi a única rodovia uruguaia que pegamos que não é muito boa, é bastante estreita e esburacada, porém é bem curtinha e não demorou muito para chegarmos em Cabo Polônio. Deixamos o carro no estacionamento, seguro, organizado e bastante confiável para pousar.

O tempo colaborou bastante
O tempo colaborou bastante

3º Dia de Viagem
Cabo Polônio -> Piriápolis 165 km
Cabo Polônio -> Montevidéu 265 km

Saímos de Cabo Polônio em direção a La Paloma (45 km) seguimos pela Ruta 10, apesar da estrada não ser muito boa o pouco movimento facilita a direção. Com poucos minutos dirigindo já estávamos em La Paloma, cidadezinha bastante bonita e bem sossegada, existem vários “campings” e muita gente de fora. Passamos apenas pelo farol e em um supermercado para comprar água, gelo e vinho, afinal de contas uma hora eu pararia de dirigir e poderia beber!
Seguindo adiante, por não saber como atravessar de La Paloma até José Ignácio direto pela Ruta 10 fomos até Rocha e de Rocha pegamos uma Estrada Provinciana até José Ignácio, 85 km. Neste caso a Estrada Provinciana entende-se por Estrada de Terra, uma estrada de chão batido, sem buracos nem desnível. Antes de chegar a José Ignácio também passamos por uma balsa, é grátis e acredito que em pouco tempo não exista mais pois a ponte já está sendo construída. Chegando em José Ignácio é possível encontrar de tudo. Uma cidadezinha luxuosa, 3 de cada 4 carros eram de luxo e no quiosque beira mar a lojinha que tinha era da Lacoste. Então passeamos pelo farol descansamos e aproveitamos a vista. Depois partimos  para o próximo destino, Punta del Este.
Esta parte da viagem foi bem tranquila, as cidades são bem próximas portanto não demorou muito para chegarmos a Punta del Este, uma cidade bastante bonita e nesta época estava bem cheia. Nosso objetivo era passar na praia brava no Monumento de La Mano, passar no Faro e na Casapueblo. O dois primeiros são muito fácil de encontrar pois estão no centro de Punta, andando pela orla já é possível encontrá-los. A Casapueblo é bem mais afastada do centro mas não é difícil de chegar, seguindo pela Rodovia Interbalnearia é entre Punta e Piriápolis na região de Punta Ballena.
Quando saímos de Punta em direção a Piriápolis já estava decidido que não iríamos dormir lá, como foi pensado inicialmente, apenas passar nos dois pontos planejados: Fazer a trilha no Cerro Pan de Azúcar (faltou tempo) e ver o por do sol no Cerro San Antonio.

Ponte em Montevidéu
Ponte em Montevidéu

De Punta del Este até Piriápolis são pouco mais de 40 km pela rodovia Interbalnearia, demoramos um pouco mais pois fomos até Pan de Azucar tentar fazer a trilha.
Seguindo pela orla em Piriápolis logo encontra a Ruta Interbalnearia e daí é só seguir em frente até Montevidéu, são pouco mais de 100 km, a rodovia passa pelo aeroporto de Montevidéu que é um pouco afastado do centro mas poucos quilômetros a frente já estávamos no centrão de Montevidéu. Por ser a capital e maior cidade do país é bom redobrar a atenção pois existem muitas rotatórias e viadutos que pode confundir um pouco, principalmente de noite.
Neste dia andamos bastante pelo centro e regiões mais afastadas pois fomos pra Montevidéu sem hotel reservado e acabamos demorando pra achar um lugar para passarmos a noite.

–Curtindo?? Vai procurar hospedagem? Dá uma olhada aqui.

4º Dia de Viagem

Como adiantamos a chegada à Montevidéu, tivemos o dia livre para explorar a capital uruguaia. Apesar dos perrengues, valeu a pena adiantar.

Acordamos cedo com destino a nossa última cidade
Acordamos cedo com destino a nossa última cidade

5º Dia de Viagem
Montevidéu -> Colonia del Sacramento 180 km
Pegamos a Ruta 1 logo após o café da manhã em direção a Colonia, foram alguns km sem muita distração, são rodovias praticamente em linha reta, muito bem conservadas e com pouquíssimo movimento, porém é possível encontrar tudo o que precisar no caminho, existem postos de gasolina e conveniências por toda a rodovia.
Em Colonia é muito fácil a locomoção, por ser uma cidade pequena também facilita. Seguindo em frente pela continuação da rodovia irá dar em frente do porto, de onde partem os “ferry” que vão à Buenos Aires e a direita na avenida Gral Flores ao final está a parte mais movimentada da cidade com bares e é também o centro histórico.

6º Dia de Viagem
Colonia del Sacramento -> Florianópolis 1500 km
Saímos antes do sol nascer de Colonia pois o trecho a percorrer era longo. Seguimos pela mesma rota que chegamos até Montevidéu pegando um trecho urbano bastante movimentado até chegar na Ruta 8. Nossa volta foi por Río Branco, que está a 400 km de Montevidéu. Com as estradas bastante desertas pude descansar um pouco e revezar a “boleia”.
Após passar pelo dutyfree na fronteira fomos almoçar em Jaguarão já no Brasil e seguimos até Pelotas de onde fizemos o mesmo caminho da ida, Pelotas -> Porto Alegre -> Osório -> Florianópolis. Depois de umas 20hrs de viagem terminamos nossa Road Trip com sucesso e prontos para a próxima!!

Nosso resumo:

Itinerário
DiaPartidaChegadaKm RodadosRodovias Utilizadas
Sexta-FeiraFlorianópolis – SCCamaquã – RS500BR-101, BR-240, BR-116
Sábado Camaquã – RS Cabo Polônio – URU 500 BR-116, BR-392, BR-471,R-9, R-16, R-10
DomingoCabo Polônio – URU Montevideu – URU 250 R-10, R-15, R-9, Ruta Interbalneario
Segunda-Feira – – – –
Terça-FeiraMontevideu – URU Colonia del Sacramento – URU 180 R 1
Quarta-Feira Colonia del Sacramento – URU Florianópolis – SC 1500 R-1, R-8, BR-116, BR-290, BR-

 



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Sobre Leonardo Pache

Um cara que um dia eu teve um sonho, sair de casa! e depois outro sonho, morar no exterior, viver outra realidade, cultura e costumes, Viver!! Hoje tenho outro sonho, não parar de sonhar. Sou Engenheiro de Computação, trabalho com o desenvolvimento de sistemas, gosto do que faço e me considero bem profissionalmente. Depois de um ano sabático onde realizei um dos meus sonhos comecei a pegar gosto pelas trips, vivenciar o planejamento, traçar as rotas e até a execução do roteiro. Além de viajar fico muito feliz fazendo grandes trilhas, superando limites, me movimentando e sempre vivendo de momentos especiais.

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