Portugal tem uma história riquíssima e é parte fundamental das nossas raízes, um fim de semana é pouco para poder explorar a área. Por isso, nesse post de Lisboa, você não verá nem 5% de tudo que a cidade tem a oferecer, mas espero que seja um bom pontapé para a elaboração do seu roteiro. Let’s go!

 

Lisboa

Essas fachadas

Em Lisboa:

Visitar padarias – Para os brasileiros que moram fora e que morrem de saudade das padocas do nosso Brasil, essa é uma oportunidade de se esbaldar. Para quem não tem essa necessidade maluca, vale a pena do mesmo jeito. A variedade de guloseimas é grande e são deliciosas.

Igreja de São Vicente de Fora (free) – dos tempos da retomada Cristã em 1147, é uma das igrejas mais importantes da cidade. A visita à igreja é gratuita.

Lisboa

Panteão da Dinastia de Bragança

Museu de São Vicente de Fora – Com acesso ao lado da igreja de mesmo nome, o museu é impressionante. Um dos seus destaques é o da maior coleção de azulejos em um edifício. E como opinião muito particular, dou destaque ao Panteão da Dinastia de Bragança, onde já estiveram os restos mortais de Dom Pedro I – hoje no Monumento do Ipiranga, em São Paulo, e que ainda hoje guarda o sepultura de Dom João VI.
Além disso, para finalizar o passeio, a vista do alto do museu, que é incrível. Nós pagamos 5.00 Euros cada pela visita. Mais informações aqui.

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Os azulejos e corredores do museu

Alfama (free) – Bater perna nesse tradicional bairro de Lisboa, prestar atenção na arquitetura e aproveitar para experimentar as famosas sardinhas portuguesas.

Sé Catedral de Lisboa (free)– em meio a muitos conflitos do passado, essa catedral tem um grande valor histórico para Portugal. Foi a primeira igreja construída depois da reconquista do território, na disputa contra os mouros. Ao que consta, a catedral foi erguida sobre uma antiga mesquita, que por sua vez, parece ter sido construída sobre um templo cristão. A visita à catedral é gratuita, mas o acesso ao Claustro e ao Tesouro é cobrado.

Vista do alto do Museu

Praça do Comércio (free) – Às margens do rio Tejo, essa foi a localização do Palácio Real até um terremoto em 1755. De qualquer forma, essa praça foi o ponto de entrada da realeza que chegava à capital, atravessando o Cais das Colunas. Aqui tem uma escadaria deliciosa para descansar e apreciar a vista.

Dica extra: Café Martinho da Arcada aberto oficialmente desde 1782, um dos seus frequentadores foi Fernando Pessoa.

Elevador de Santa Justa – Já falei sobre as ladeiras de Lisboa? Pois bem, existem e não são poucas. Claro, existem maneiras de facilitar o acesso às partes mais altas. Uma delas é esse elevador de que conecta o bairro Baixo com o Chiado. O percurso é pago e você terá mais informações de valores e horários aqui. (Quando fomos a fila estava gigante e preferimos não subir)

Miradouro de São Pedro de Alcântara (free) – Do ladinho do Ascensor da Glória, além da linda vista da cidade, com o castelo compondo a cena, o lugar é super agradável. Tem um tamanho bem razoável e ainda conta com um jardim, que estava em manutenção quando fomos, mas parece ser belíssimo.

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Miradouro de São Pedro de Alcântara

Ascensor da Glória – Sabe as fotos com os ascensores amarelos que você vê por aí? Esse é um deles e foi inaugurado em 1885. O trajeto é pago, mas se você tiver pique pode subir ou descer (ou ambos) a pé.

Dica extra: Uma rua chamada Calçada do Duque! Bem agitada e cheia de restaurantes. É uma boa ladeira, mas vale a pena.

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Aos pés da ladeira Calçada do Duque

Freguesia de Belém:

Torre de Belém – Um dos ícones de Lisboa. Inicialmente teve o objetivo de defesa e anos depois de farol e centro aduaneiro. A torre é parte do patrimônio na UNESCO desde 1983. Para visitar a torre a entrada individual custa 6.00 Euros. Mais informações aqui.

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Torre de Belém

Padrão dos Descobrimentos – Pertinho da Torre de Belém você verá o monumento, hoje uma réplica que foi inaugurada em 1960. O original foi entregue em comemoração aos Descobrimentos Portugueses, em 1940. Bem em frente ao acesso do monumento você verá a rosa-dos-ventos no chão, de 50m de diâmetro, que impressiona pelos detalhes e tamanho.
É possível visitar o interior do monumento e ter uma boa vista do alto. Neste caso, o bilhete simples custa 5.00 Euros. Mais informações aqui.

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Mosteiro dos Jerónimos – Desde 1983 declarado pela UNESCO um Patrimônio de Toda a Humanidade, esse mosteiro já tem mais de 500 anos, é gigante e com um arquitetura de respeito. Para a visita, o bilhete individual custa 10.00 Euros. Mais informações aqui.

Ponte 25 de Abril (free) – A maior ponte suspensa da Europa, com seus 2.277 metros de comprimento e bem parecida com a Golden Gate. Ela simplesmente fecha a vista com chave de ouro. Vale a pena ficar por ali, sentar e relaxar um pouco.

Pastéis de Belém – Depois de se deslumbrar com esse tanto de história, a algumas quadras dali está o famoso e autêntico estabelecimento “Pastéis de Belém” – se não é de lá, é pastel de nata. A receita veio do Mosteiro dos Jerónimos, na tentativa de ganhar algum dinheiro para sobrevivência em meio a crise, em 1834. Mas foi em 1837 que a fabricação dos pastéis, cuja receita é secreta, foi tomada como oficial, conquistando o mundo todo desde então. Você pode pegar uma fila do lado de fora para pegar os pastéis para viagem, ou entrar e conseguir uma mesa. Sugiro que você entre, sente e experimente mais que só os pastéis (que são deliciosos).

***Não visitamos, mas continuam na lista e os aconselhamos a incluir no roteiro:
Castelo de S. Jorge – Além de todo o peso histórico, nos disseram que o pôr do sol visto de lá é incrível.
Ir a algum lugar para ouvir o tradicional Fado – É um estilo musical português, que tem um grande importância cultural.

Para terminar esse texto vou contar uma coisa: Aprendi aos poucos que pontos turísticos são interessantes de se conhecer e inclusive necessários, mas o verdadeiro mergulho em um mundo novo é quando você observa os costumes e a vida da cidade, conhece as pessoas e experimenta os sabores. Nem sempre é fácil fazer tudo isso, ou mesmo temos agenda para tanto, mas é um esforço que sei que vale a pena.

Foi em Lisboa que experimentamos sabores que fizeram com que essa viagem fosse especial. Relembramos nossas raízes com comida. Comida que é fonte de energia, mas também pode fazer a gente se sentir teletransportado em segundos. Um sabor pode te fazer voltar no tempo e lembrar da infância, ou relembrar uma viagem gostosa, ou até mesmo um bate e volta rápido à um lugar que você nunca esteve, por isso, tentem sempre experimentar os sabores dos lugares que vocês visitam. “Comida é amor!”