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A odisseia da mão inglesa – dirigindo na Irlanda

Ruas da Irlanda e a mão Inglesa.
Ruas da Irlanda e a mão Inglesa.

Já teve a experiência de dirigir na mão inglesa? Eu sim e é essa experiência que compartilho nesse post. Em 2013, já fazia alguns meses que morava na República da Irlanda, porém ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer o interior, os famosos castelos e cliffs que esta terrinha tem para nos mostrar. Então eu a Ju e mais três amigas decidimos fazer uma trip de carro, saindo de Dublin passando por várias cidadezinhas, tomar umas pints, dormir e seguir viagem durante 3 dias. Tudo isso seria ótimo, porém a Irlanda ainda guarda algumas heranças da colonização inglesa e uma delas é a famosa mão inglesa que para nós, brasileiros, representa inverter tudo o que aprendemos nas auto-escolas.

Se abituando com a direção invertida.
Se abituando com a direção invertida.

Bom, depois de reservado o carro, roteiro montado e rezar, finalmente chegou o final de semana da viagem. Eu fiquei como o motorista da trip e o responsável por pegar o carro na locadora. Então para não pagar um mico na hora de pegar o carro na véspera recorri ao Google para tirar umas dúvidas e ler outros relatos de quem já teve essa experiência.

Mas vamos ao que interessa, a mão inglesa consiste em trocar o lado da direção da esquerda para a direita, a ordem dos pedais a mesma que conhecemos, da esquerda para a direita, embreagem, freio e acelerador e o câmbio não muda nada. Depois da teoria vamos para a prática, o maior costume e difícil de inverter é trocar de marcha com a mão esquerda, diversas vezes metia a mão na porta procurando o câmbio.

Uma velha ponte no interior por onde se passa apenas um veículo por vez.
Uma velha ponte no interior por onde se passa apenas um veículo por vez.

O trânsito dentro da cidade foi pura emoção, dirigir na mão inglesa em uma cidade que não se conhece só pode resultar em algumas barbeiragens e uns erros no percurso (mais 4 mulheres falando sem parar, fazendo com que o motorista trabalhasse a paz de espírito hehe), mas nada que o GPS não pudesse recalcular. Na estrada o fato de estar na mão inglesa não fez tanta diferença, as estradas são ótimas, a grande maioria com bastante espaço, várias pistas e muito bem conservada. Algumas estradas que pegamos mais no interior e bem próximo dos cliffs tem bastante curvas e são extremamente estreitas, tinha um infarto cada vez que vinha um carro no sentido contrário.

bom e velho mapa.
bom e velho mapa.

Depois de muitos quilômetros rodados, já estava praticamente acostumado com a mão inglesa, apreciando a paisagem quando o nosso gps acaba a bateria!! Não sei o porque mas o cabo não estava carregando e precisava deixar desligado para poder carregar. O que faríamos? Parar o carro e esperar ou pegar do porta luva o mapa que foi dado ao alugar o carro e que eu enchi o peito pra falar q não precisava pois tinha gps??

Estrada estreita e muitas curvas.
Estrada estreita e muitas curvas.

Bom, para seguir com o cronograma minha copiloto pegou o mapa e continuamos a viagem com mais essa emoção. Depois de alguns quilômetros percebemos que o gps é bom, mas as estradas são muito bem sinalizadas, seguimos sem nenhum problema apenas seguindo as placas. Mais um ponto positivo e uma história para rirmos no pub depois de chegar ao destino.

Depois de 1.300 km rodados posso dizer que dirigir na mão inglesa não é um bicho de 7 cabeças e aconselho a todos que não deixem de fazer uma trip bacana com receio de não conseguir dirigir. Acredito que qualquer um que tenha uma boa experiência em dirigir tanto na estrada quanto na cidade não terá problema algum com a mão inglesa. Como digo para minha namorada, depois dessa trip sou um motorista ambidestro :).

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Sobre Leonardo Pache

Um cara que um dia eu teve um sonho, sair de casa! e depois outro sonho, morar no exterior, viver outra realidade, cultura e costumes, Viver!! Hoje tenho outro sonho, não parar de sonhar. Sou Engenheiro de Computação, trabalho com o desenvolvimento de sistemas, gosto do que faço e me considero bem profissionalmente. Depois de um ano sabático onde realizei um dos meus sonhos comecei a pegar gosto pelas trips, vivenciar o planejamento, traçar as rotas e até a execução do roteiro. Além de viajar fico muito feliz fazendo grandes trilhas, superando limites, me movimentando e sempre vivendo de momentos especiais.

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